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    CryptoInforme

    CryptoInforme 08/10


    Por Jean Pierre Teixeira Costa • 8 de outubro de 2021
    tempo de leitura do artigo: 21 minutos

    Vamos ao CryptoInforme do dia 08/10!

    CENÁRIO GLOBAL

    Senado dos EUA aprova aumento temporário do teto da dívida e evita calote

    O Senado dos Estados Unidos aprovou uma legislação na quinta-feira para elevar temporariamente o limite de dívida do governo de 28,4 trilhões de dólares e evitar o risco de um calote histórico neste mês, mas adiou para dezembro uma decisão sobre uma solução mais duradoura.

    Nesse sentido, o Senado votou por 50 a 48 para aprovar o projeto depois de semanas de disputa partidária. Mais cedo, 11 republicanos votaram a favor de uma votação processual permitindo que o projeto avançasse.

    Dessa forma, o projeto agora vai para a Câmara dos Deputados, que precisa aprová-lo antes que o presidente Joe Biden possa promulgá-lo.

    A Câmara fará a votação na terça-feira, de acordo com o gabinete do segundo democrata da Câmara, Steny Hoyer.

    Assim, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, em comunicado na quinta-feira:

    “O presidente Biden está ansioso para promulgar esse projeto assim que for aprovado pela Câmara e chegar à sua mesa”.

    Nessa linha, o aumento de 480 bilhões de dólares, que elevará o limite da dívida para 28,9 trilhões de dólares, deve se esgotar até 3 de dezembro, mesmo dia em que o financiamento para a maioria dos programas federais vence segundo uma medida paliativa aprovada neste mês após outro impasse partidário.

    Isso significa que nas próximas oito semanas o dividido Congresso terá os desafios de encontrar um terreno comum sobre os gastos das agências até setembro de 2022, indo de educação a imigração e segurança nos aeroportos, e evitar outro colapso do limite da dívida.

    Países fecham acordo em torno de imposto corporativo global

    Um acordo global para assegurar que grandes companhias paguem uma taxa mínima de 15% de imposto e que torne mais difícil para elas evitar tributação foi assinado aceito por 136 países, inclusive o Brasil, nesta sexta-feira, afirmou a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

    A entidade afirmou que o acordo permitirá aos países coletarem cerca de 150 bilhões de dólares em novas receitas por ano.

    Assim, os países pretendem assinar uma convenção multilateral sobre o tributo em 2022, para que ele seja implementado em 2023, afirmou a OCDE.

    Giro pelas bolsas americanas

    S&P 500 termina a semana em alta, pois a falta de empregos não consegue superar o otimismo

    O S&P 500 terminou a semana em alta, apesar de fechar em baixa na sexta-feira, com os investidores digerindo dados que mostram que a economia criou menos empregos do que o esperado no mês passado.

    Nesse sentido, o S&P 500 caiu -0,2%, o Dow Jones caiu -0,03%, o NASDAQ caiu -0,51%.

    Por outro lado, a economia dos EUA criou 194.000 empregos em setembro, bem abaixo das previsões para 500.000, e abaixo dos 155.000 empregos revisados ​​para cima para agosto.

    Ademais, disse Eric Green, diretor de investimentos de ações da Penn Capital, em uma entrevista:

    “O mercado vai olhar para trás para este relatório como apenas um pontinho. Há muito barulho em setembro que torna esse relatório menos confiável do que o normal […] tenho certeza que vamos ver revisões. ” 

    Uma análise mais aprofundada do relatório mensal de empregos, por sua vez, mostrou pontos positivos suficientes, incluindo salários mais altos e desemprego mais baixo, que devem pavimentar o caminho para o Federal Reserve começar a reduzir suas compras de títulos no mês que vem.

    A taxa de desemprego caiu de -5,9% para 4,8%, em comparação com a previsão de queda para 5,1%.

    Nessa linha, o rendimento médio por hora subiu 0,6% no mês passado, em comparação com o aumento de 0,4% em agosto, à medida que as empresas aumentaram os salários para atrair novos trabalhadores em meio à escassez de oferta de trabalho.

    Além disso, disse Green, referindo-se ao plano do FED de reduzir as compras de títulos:

    “Acho que ainda estamos lá. Esses números não foram ruins o suficiente para o FED mudar de curso.”

    Os rendimentos do Tesouro dos EUA subiram após o relatório, com o rendimento do Tesouro de 10 anos escalando 1,6%, à medida que os investidores antecipam o caminho do FED para uma política monetária mais restritiva.

    Tecnologia

    A tecnologia lutou para encontrar seu pé contra o aumento dos rendimentos e da inflação, que prejudicam as perspectivas em setores como o crescimento com fluxos de caixa de maior duração que se tornam menos atraentes.

    As ações da Cyclicals, que se movem em conjunto com a economia, tiveram um desempenho melhor à medida que os setores de energia e financeiro aumentaram.

    Energia

    A energia subiu mais de 2%, já que os preços do petróleo ultrapassaram 80 USD o barril pela primeira vez desde 2014, já que as preocupações com a oferta restrita persistem, apesar dos esforços recentes dos EUA e da Rússia para reprimir os temores de uma crise energética.

    Dessa forma, a Hess (NYSE: HES ), APA (NASDAQ: APA ) e EOG Resources (NYSE: EOG ) saltaram mais de 5%.

    Ações dos bancos

    O aumento das ações dos bancos, por sua vez, sustentou o setor financeiro, à medida que os investidores olham para o início da temporada de lucros trimestrais em busca do retorno do crescimento dos empréstimos, em um momento em que os rendimentos do Tesouro continuam a subir.

    Assim, a Cincinnati Financial (NASDAQ: CINF ), o Bank of New York Mellon (NYSE: BK ) e a State Street Corp (NYSE: STT ) estavam entre os maiores ganhadores do setor.

    Por outro lado, as taxas de juros mais altas aumentam o retorno sobre os juros que os bancos ganham com seus produtos de empréstimo.

    Wall Street deve terminar a semana positivamente após alguns dias de negociações loucas, com os investidores preocupados com a perspectiva de um calote dos EUA em sua dívida.

    Dessa forma, embora a volatilidade deve continuar na próxima semana, o mercado está se aproximando de um período forte para ativos de risco.

    Assim, disse Green:

    “Tende a haver volatilidade nas primeiras semanas de outubro, então as coisas começam a se acalmar. Os setores com melhor desempenho serão os mais arriscados, que no mercado de hoje são as ações cíclicas que tiveram um bom desempenho no ano passado, mas tiveram um desempenho muito inferior nos últimos seis anos.”

    Giro pelas bolsas europeias

    Ações europeias tem melhor semana em 2 meses

    As ações europeias encerraram a volátil sessão desta sexta-feira em baixa, com investidores digerindo dados mostrando desaceleração do crescimento do emprego nos EUA, mas ainda assim o mercado europeu teve sua melhor semana em dois meses, com amenização de temores sobre inflação.

    O índice pan-europeu STOXX 600 zerou brevemente as perdas da sessão (que chegaram a 0,5%) após a divulgação dos números dos EUA, mas voltou a cair e fechou em baixa de 0,28%, aos 457,29 pontos.

    Nesse sentido, disse Sameer Samana, estrategista sênior de mercado global do Wells Fargo Investment Institute:

    “Os dados da folha de pagamento vieram mais fracos do que o esperado, mas a tendência geral de melhoria do mercado de trabalho permanece intacta”. 

    Por outro lado, as ações dos setores de petróleo e automotivo lideraram as altas na Europa, mas os ganhos foram ofuscados pela queda de -1,4% nos papéis de tecnologia, já que o aumento dos rendimentos dos títulos minou o apelo do setor, tido como de alto crescimento.

    Portanto, com forte dependência de fluxos de caixas futuros, os quais são impactados pela perspectiva de aumento nos juros.

    Nessa linha, o índice STOXX 600 subiu 1% na semana, com alívio após a elevação temporária do teto da dívida dos EUA e na esteira de alguma acomodação nos preços do petróleo e do gás após um rali recente que desencadeou preocupações com a inflação.

    Por fim, em Frankfurt, o índice DAX caiu 0,29%, a 15.206,13 pontos.

    Já em Paris, o índice CAC-40 perdeu 0,61%, a 6.559,99 pontos.

    Giro Nacional

    Câmbio

    Dólar fecha estável, mas termina semana com alta de quase 3%

    O dólar fechou estável nesta sexta-feira (8), com leve queda de -0,02%, cotado a 5,5151 BRL, com dados de inflação no Brasil e números sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos no radar.

    Nesse sentido, na semana, a alta acumulada foi de +2,73%.

    Com o resultado, o avanço na parcial do mês foi de +1,27% e de +6,32% na do ano.

    Bovespa opera em forte alta, com dados de emprego dos EUA e inflação no Brasil no radar

    O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em forte alta nesta sexta-feira (8), com o setor de mineração e siderurgia entre os destaques, em sessão com números do mercado de trabalho norte-americano e o comportamento da inflação no Brasil no radar dos investidores.

    Dessa forma, às 15h23, o Ibovespa subia +2,57%, a 113.431 pontos. 

    Além disso, os destaques de alta estavam com a Vale e Usiminas, após o minério de ferro de Dalian, na China, atingir máxima de um mês, com participantes do mercado otimistas com as perspectivas de demanda pelo material da maior produtora de aço do mundo.

    A Petrobras também subia, na esteira da alta do petróleo no mercado externo.

    Assim, no dia anterior, o Ibovespa subiu +0,02%, a 110.585 pontos, quarto dia seguido que o índice não saiu da casa dos 110 mil pontos.

    Com o resultado, passou a acumular perda de -0,36% no mês e de 7,09% no ano.

    As Commodities

    Preços de petróleo avançam 4% na semana, sem sinais de melhora na crise de energia

    O petróleo subiu nesta sexta-feira, ganhando cerca de 4% na semana, enquanto uma crise global de energia elevou os preços dos Estados Unidos à máximas em quase sete anos, ao mesmo tempo que grandes usuários de energia encontram dificuldades para atender à demanda.

    Nesse sentido, mesmo com o crescimento da demanda mundial, à medida que a atividade econômica se recupera de mínimas pandêmicas, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e produtores aliados (Opep+) disse esta semana que continuará no caminho para trazer gradualmente de volta a produção.

    Enquanto isso, o governo dos EUA informou que estava monitorando os mercados de energia, mas não anunciou ações imediatas para diminuir os preços, como a liberação de reservas estratégicas de petróleo, que apoiaram ainda mais o mercado de petróleo.

    Dessa forma, os contratos futuros do petróleo Brent avançaram 0,44 dólar, ou 0,5%, para fechar em 82,39 dólares a barril, até o fechamento desta edição deste CryptoInforme.

    Por outro lado, o petróleo dos EUA (WTI) avançou 1,05 dólar, ou 1,3%, para fechar em 79,35 dólares. 

    Do mesmo modo, os futuros da gasolina dos EUA também fecharam na máxima desde outubro de 2014 nesta sexta-feira.

    Por fim, disse John Kilduff, sócio da Again Capital em Nova York:

    “O cenário fundamental é de oferta restrita que vai continuar a empurrar esses preços para cima”.

    Soja e milho perdem força em Chicago à espera de notícias sobre exportações

    Os contratos futuros da soja em Chicago se enfraqueceram nesta sexta-feira, abrindo mão dos ganhos obtidos durante a noite devido à falta de notícias sobre exportações, apesar de o principal comprador, a China, retornar ao mercado após um feriado de uma semana, disseram traders.

    Além disso, os futuros do milho seguiram uma trajetória semelhante e fecharam perto das mínimas da sessão, enquanto os investidores esperavam pela previsão de produção do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) na terça-feira.

    Já os futuros do trigo estavam sem direção comum, com os contratos do trigo de inverno caindo, enquanto as ofertas de trigo na primavera se firmaram com os estoques apertados de oferta de alta proteína.

    Por outro lado, na bolsa de Chicago, os futuros da soja com vencimento para novembro, fecharam em queda de 4,25 centavos de dólar, em 12,43 USD o bushel e o milho para dezembro recuou 3,50 centavos de dólar em 5,3050 USD o bushel.

    Desse modo, a pressão da colheita pesou em ambas as commodities, já que as previsões apontavam para um bom tempo para o trabalho de campo nas principais áreas do oeste do Meio-Oeste dos EUA neste fim de semana.

    Por fim, disse Charlie Sernatinger, chefe global de futuros de grãos da ED&F Man Capital, em nota aos clientes:

    “Os relatórios de produtividade estão, em geral, iguais ou acima das expectativas para o cinturão do milho ocidental, onde a colheita ainda está ocorrendo”.

    Açúcar bruto salta na ICE com alta na gasolina da Petrobras e exportações indianas

    Os contratos futuros de açúcar bruto na ICE fecharam em alta de +2% nesta sexta-feira, com o mercado ganhando terreno na parte final do pregão em meio a uma alta no preço do combustível no Brasil.

    O café arábica também subiu, voltando acima do nível de 2 dólares por libra-peso.

    Açúcar

    O açúcar bruto para março ​​fechou em alta de +2,3%, a 20,29 centavos de dólar por libra-peso.

    Nessa linha, os operadores disseram que o mercado foi apoiado por novos negócios de exportação da Índia, com rumores de pelo menos 2 milhões de toneladas já vendidas para a nova temporada, e ganhou impulso extra com o aumento do preço da gasolina no Brasil.

    Por outro lado, um corretor de açúcar no mercado de futuros nos Estados Unidos disse que o aumento da gasolina da Petrobras (SA:PETR4), de +7,2%, deverá elevar a paridade do etanol frente ao açúcar de 18,85 centavos para 20,13 centavos de dólar por libra-peso.

    Além disso, o etanol e o açúcar competem pela cana-de-açúcar no Brasil, com as usinas produzindo mais ou menos dependendo dos preços de mercado.

    Nesse sentido, os preços mais altos da gasolina levam a preços mais altos do etanol e o açúcar normalmente acompanha.

    O açúcar branco para dezembro avançou 9,20 dólares, ou 1,8%, para 519,70 dólares a tonelada.

    Para finalizar, o Paquistão emitiu uma nova licitação para comprar 50 mil toneladas de açúcar branco, elevando o total que está buscando atualmente para 100 mil, disseram traders europeus.

    Café

    O café arábica para dezembro fechou em alta de +1,7%, a 2,0135 dólares por libra-peso​​.

    Nessa linha, os estoques de café arábica da ICE estão em suas mínimas desde o início de maio, a 1,94 milhão de sacas, caindo bruscamente de 2,16 milhões de sacas em meados de setembro, indicando forte demanda ou oferta limitada, ou ambos.

    A expectativa é de menos chuva nas áreas de café do Brasil agora do que o previsto no início da semana. Os campos no principal produtor precisam de mais umidade para o período de florescimento chave nos próximos dias.

    O café robusta com vencimento em novembro recuou 2 dólares, ou 0,1%, a 2.117 dólares a tonelada.

    CENÁRIO NACIONAL

    IPCA: inflação oficial fica em 1,16% em setembro e atinge 10,25% em 12 meses

    É a maior taxa para meses de setembro desde o início do Plano Real, em 1994, e a primeira vez em mais de 5 anos que a taxa anual atinge dois dígitos. Esse resultado foi puxado pela alta da de 6,47% na conta de energia elétrica.

    A inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, acelerou de 0,87% em agosto para 1,16% em setembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Foi a maior taxa para meses de setembro desde o início do Plano Real, em 1994, quando o índice foi de 1,53%.

    Assim, com o resultado, a inflação no acumulado em 12 meses chegou a 10,25%, o que não ocorria há mais de 5 anos. Trata-se também da maior taxa anual desde fevereiro de 2016, quando ficou em 10,36%.

    Nessa comparação, a gasolina foi o item individual com o maior impacto. Segundo o IBGE, ela representou 1,93 ponto percentual (p.p.) sobre o indicador geral. Ou seja, da taxa de 10,25%, quase 2% são do combustível.

    Dessa forma, os maiores impactos depois dela vieram da energia elétrica (1,25 p.p.), das carnes (0,67 p.p.) e do gás de cozinha(0,38 p.p.).

    No ano, o IPCA acumula alta de 6,90%.

    Apesar da escalada da inflação, o resultado ficou um pouco abaixo do esperado.

    A mediana das projeções de 38 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, apontava avanço de 1,25%. O percentual ficou dentro do intervalo das projeções, que iam de 1,13% a 1,42%.

    Veja o resultado para cada um dos grupos pesquisados:

    • Alimentação e bebidas: 1,02%
    • Habitação: 2,56%
    • Artigos de residência: 0,90%
    • Vestuário: 0,31%
    • Transportes: 1,82%
    • Despesas pessoais: 0,56%
    • Educação: -0,01%
    • Comunicação: 0,07%
    • Saúde e cuidados pessoais: 0,39%

    Nesse sentido, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, apenas três registraram aceleração da taxa na passagem de agosto para setembro. A mais expressiva foi o do grupo de habitação, que passou de 0,68% em agosto para 2,56% em setembro.

    Já a taxa do grupo de saúde e cuidados pessoais passou de -0,04% para 0,39% no período, enquanto o dos transportes acelerou de 1,46% para 1,82%.

    O que mais pesou

    Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados subiram em setembro, com destaque para o grupo habitação, que passou de 0,68% em agosto para 2,56% em setembro. 

    Além disso, a inflação desse grupo foi puxada pelo aumento de 6,47% na conta de energia elétrica. Em setembro, entrou em vigor a bandeira Escassez Hídrica, que acrescenta 14,20 BRL na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

    Afirmou o gerente do IPCA, Pedro Kislanov:

    “A falta de chuvas tem prejudicado os reservatórios das usinas hidrelétricas, que são a principal fonte de energia elétrica no país. Com isso, foi necessário acionar as termelétricas, que têm um custo maior de geração de energia.

    Assim, a energia elétrica teve de longe o maior impacto individual no índice no mês, com 0,31 ponto percentual, acumulando alta de 28,82% em 12 meses”. 

    Além disso, os combustíveis também voltaram a subir, puxados pelas altas da gasolina (2,32%) e do etanol (3,79%).

    Por fim, o gás veicular (0,68%) e o óleo diesel (0,67%) também ficaram mais caros.

    Gás de botijão acumula alta de quase 35% em 1 ano

    Os preços do gás de botijão (3,91%) também subiram e acumulam alta de 34,67% nos últimos 12 meses.

    Dessa forma, o IBGE destacou que esta foi a 16ª alta seguida nos preços do gás de cozinha e que a inflação acumulada pelo item nestes 16 meses chegou a 39,64%.

    Entre os alimentos, destacam-se os aumentos das frutas (5,39%), do café moído (5,50%), do frango inteiro (4,50%) e do frango em pedaços (4,42%).

    Bebidas

    Além disso, os preços da cerveja (1,32%) e do refrigerante e água mineral (1,41%) também subiram em setembro.

    Por outro lado, os preços das carnes (-0,21%) recuaram em setembro, após 7 meses consecutivos de alta, mas ainda acumulam avanço de 24,84% nos últimos 12 meses.

    Além disso, segundo Kislanov:

    “Tem uma série de fatores que estão por trás dessa inflação. Ela tem sido observada, principalmente, nos itens monitorados, que são a gasolina, a energia elétrica e o gás de botijão.

    E tem também uma contribuição importante de alimentação e bebidas, principalmente com o aumento de preços das proteínas [carnes], afirmou o gerente da pesquisa.

    A taxa de inflação acumulada em 12 meses para os 24 itens monitorados, que inclui gasolina, energia elétrica, transportes e plano de saúde, entre outros, chegou a 15,72%”. 

    Voos e transporte por aplicativo mais caros

    As passagens aéreas (28,19%) tiveram a maior alta entre os itens não alimentícios no mês, após queda de 10,69% em agosto.

    Além disso, os preços dos transportes por aplicativo avançaram 9,18% em setembro, e já tinham subido 3,06% no mês anterior.

    Ademais, os automóveis novos (1,58%), os automóveis usados (1,60%) e as motocicletas (0,63%) seguiram também mais caros.

    Inflação de serviços

    A inflação sobre os serviços pesquisados pelo IBGE acelerou de 0,39% em agosto para 0,64% em setembro, acumulando alta de 4,41% em 12 meses.

    Questionado sobre o baixo índice de inflação sobre os serviços, o pesquisador apontou que ele reflete as paralisações do setor diante da pandemia e que ela deve crescer mais nos próximos meses.

    Por fim, disse Kislanov:

    “O setor ainda está em processo de recuperação e pode contribuir [para o aumento de preços dos serviços] tanto o aumento da demanda, quanto o aumento de custos para o setor”.

    Inflação afeta 65% dos itens pesquisados

    Apesar do avanço do IPCA a patamares históricos, a inflação foi menos disseminada em setembro em agosto – o índice de difusão recuou de 72% para 65%.

    O índice de difusão é um indicador que reflete o espalhamento da alta de preços entre os 377 produtos e serviços pesquisados pelo IBGE. Ou seja, em setembro a inflação impactou 245 itens a cesta pesquisada, 26 a menos que no mês anterior.

    Inflação alta em todas as regiões

    Segundo o IBGE, todas as 16 áreas pesquisadas apresentaram alta da inflação em setembro, sendo que 9 capitais tiveram taxa mensal superior à média nacional.

    O maior índice foi registrado em Rio Branco (1,56%). Já o menor resultado ocorreu em Brasília (0,79%). Em São Paulo, ficou em 1,01%. 

    Indicadores Econômicos

    Fonte: CryptoInforme

    GIRO NO MUNDO CRYPTO

    No cenário cripto, o mercado operou parte do dia em valorização e chegou a atingir máxima nos 2,417 trilhões de dólares.

    Por outro lado, não obteve sustentação nessa região e após uma grande saída de capital chega ao final do dia com uma desvalorização de -0,17% levando o valor total do mercado aos 2,304 trilhões de dólares de forma tímida, sendo assim o valor total do mercado registra 2,309 trilhões de dólares.

    Bitcoin (BTC) – Marketcap Total.
    Fonte: CryptoInforme

    No que refere à dominância do mercado, o Bitcoin (BTC) atingiu máxima em 44,48% e mínima nos 43,72%.

    Até o fechamento desta edição do CryptoInforme, o Bitcoin ocupava 44,04%, representa +0,33% em relação às últimas 24 horas.

    Bitcoin (BTC) – Dominância.
    Fonte: CryptoInforme

    Por fim, apresentamos as principais criptomoedas que se destacaram nas últimas 24 horas:

    • Harmony (ONE) +20,62%:
    Harmony (ONE) – Price Action
    Fonte: CryptoInforme

    • Celer Network (CELR) +27,55%:
    Celer Network (CELR) – Price Action
    Fonte: CryptoInforme

    • Fantom (FTM) +14,72%:
    Fantom (FTM) – Price Action
    Fonte: CryptoInforme

    • Filecoin (FIL) +10,50%:
    Filecoin (FIL) – Price Action
    Fonte: CryptoInforme

    • Siacoin (SC) +10,25%:
    Siacoin (SC) – Price Action
    Fonte: CryptoInforme

    Cenário Técnico

    No cenário técnico, o Bitcoin (BTC) conseguiu superar a máxima do dia 6 de outubro chegando aos 56.168 USD, porém após uma correção de -3,20% no final da noite, fechou o dia custando 53.957 USD.

    Sendo assim, percebe-se o afastamento do preço para a média de 8 períodos diários que no momento avança até os 51.774 USD.

    Para uma melhor visualização da ação do preço, partimos para o intraday, e podemos observar uma resistência linear na região dos 55.600 USD analisando o tempo gráfico de 6h.

    No que se refere à tendência de alta iniciada no dia 29 de setembro, observa-se também o preço encostando na linha de tendência de alta, o que pode ocasionar em uma perda dessa linha de tendência, caso inicie uma desvalorização causada por um volume vendedor massivo, o preço poderá revisitar a região entre os 51.900 e 50.000 USD.

    Sendo assim, reforça-se a observação do comportamento da força relativa por meio do RSI que atingiu níveis de “sobrecompra” ou Overbought. 

    Sendo assim, a sequência do movimento poderá apresentar uma tentativa de alcance da máxima histórica, formando um movimento altista conhecido por “cup and handle” ou xícara, tendo como referência o período semanal.

    Nesse sentido, a chegada do preço nos 60.000 USD e uma acumulação do preço nessa região poderia carregar o preço em uma corrida bull até os 69.000 USD em progressão de longo prazo. 

    Cautela nas alavancagens

    Reitera-se a importância em se evitar posições com altas alavancagens visto que o atual momento é de risco para essa modalidade.

    Assim, em referência ao gerenciamento de riscos para as operações, é importante respeitar o momento de cautela para as operações e a utilização das ferramentas de proteção para as posições, tais como os stops, para que com o retorno da grande volatilidade não haja agressão ao patrimônio empregado nas operações.

    Bitcoin (BTC) – Price Action 1.
    Fonte: CryptoInforme
    Bitcoin (BTC) – Price Action 2.
    Fonte: CryptoInforme


    Reportagem de Jean Pierre Teixeira Costa e reportagem adicional de Ana Flávia Santana Saraiva.


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    OBSERVAÇÃO: O informativo CryptoInforme do dia 08/10 não é aconselhamento financeiro, legal e nem indicativo de compra e venda de qualquer ativo. As decisões de como investir devem ser pessoais e com base em seus estudos e pesquisas sobre o mercado financeiro. 


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