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    CryptoInforme

    CryptoInforme 09/09!


    Por Jean Pierre Teixeira Costa • 7 de setembro de 2021
    tempo de leitura do artigo: 21 minutos

    Vamos ao CryptoInforme do dia 09/09!


    CENÁRIO GLOBAL

    Os índices dos Estados Unidos seguem suas operações em baixa, após os dados de pedidos de seguro-desemprego semanais atingirem o menor nível em quase 18 meses.

    Sendo assim, os dados afastam os temores de uma desaceleração da recuperação econômica, por outro lado alimenta temores de que o Fed possa agir mais cedo do que o esperado para reduzir suas políticas.

    O Departamento do Trabalho divulgou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram 35.000 para 310.000 ajustados sazonalmente para a semana encerrada em 4 de setembro.

    Esse nível é o mais baixo desde meados de março de 2020. Isso sugere que o crescimento do emprego pode ser prejudicado pela escassez de mão de obra, em vez de esfriar a demanda por trabalhadores.

    A Microsoft (NASDAQ: MSFT) e a Amazon (NASDAQ: AMZN) desvalorizaram, cada uma, quase 1%, ambas entre as ações com maior peso no S&P 500 e no Nasdaq.

    Por outro lado, os índices S&P 500 de bens imóveis e saúde caíram cada um mais de 1% e tiveram o pior desempenho em 11 setores.

    Do mesmo modo, o setor financeiro, de energia e de materiais .SPLRCM subiram de forma mais tímida.

    JPMorgan (NYSE: JPM), Wells Fargo (NYSE: WFC), Citi Group e Morgan Stanley (NYSE: MS) subiram, acompanhando um ligeiro aumento nos rendimentos dos títulos de referência após os dados de sinistros.

    Os investidores ficaram mais preocupados nas últimas sessões depois que um recente relatório mensal de empregos mostrou uma desaceleração nas contratações nos EUA.

    Desta maneira, aponta-se que a recuperação econômica pode estar perdendo força mais rápido do que o esperado.

    Além do mais, o sentimento negativo aumenta com a incerteza sobre quando o Federal Reserve dos EUA reduzirá as medidas maciças promulgadas no ano passado para proteger a economia da pandemia do coronavírus.

    O Dow Jones Industrial Average caiu -0,43% para terminar em 34.879,38 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu – 0,46% para 4.493,28.

    Por fim, o Nasdaq Composite caiu -0,25% para 15.248,25.

    Giro pelas bolsas europeias

    As bolsas europeias recuperaram-se das mínimas da sessão e fecharam perto da estabilidade nesta quinta-feira.

    Isso ocorreu depois que o Banco Central Europeu BCE sinalizou que reduzirá apenas ligeiramente suas compras emergenciais de títulos no próximo trimestre, como amplamente esperado.

    O BCE não deu nenhum sinal de suas próximas medidas, incluindo como poderia encerrar seu Programa de Compras de Emergência da Pandemia (PEPP) de 1,85 trilhão de euros, que tem deixado os custos dos empréstimos baixos para governos e empresas.

    “A reunião de hoje confirma nossas expectativas anteriores de que o PEPP terminará depois de março.

    Dito isso, o BCE permanece claramente dependente de dados e manteve todas as opções abertas para dezembro”.

    Escreveram analistas do Rabobank em uma nota.

    Nesse sentido, o índice FTSEurofirst 300 caiu -0,14%, a 1.800 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu -0,06%, a 468 pontos, depois de ter chegado a cair -0,9% pela manhã.

    Por outro lado, O STOXX 600 caiu -1,5% nos últimos dois dias devido a temores de um BCE mais “hawkish” (inclinado a redução de estímulos) do que o esperado.

    Enquanto isso, em Frankfurt, o índice DAX subiu +0,08%, a 15.623,15 pontos.

    Já em Paris, o índice CAC-40 ganhou +0,24%, a 6.684,72 pontos.

    As commodities

    Protestos de caminhoneiros podem atrasar início da safra de grãos no Brasil

    Os protestos dos caminhoneiros em estradas federais podem atrapalhar o início da safra de grãos do país, pois alguns insumos ainda devem ser entregues em importantes regiões agrícolas, segundo a associação de produtores de Mato Grosso Aprosoja-MT e a consultoria Agroconsult.

    Em evento online nesta quinta-feira, representantes de ambas disseram que esperam que os protestos terminem em breve porque os agricultores em certas regiões ainda não receberam insumos como fertilizantes e sementes.

    Governo aprova procedimento simples para comprar reserva de energia

    A Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG) se reuniu nesta quinta-feira (9) e aprovou a realização de procedimento competitivo simplificado para contratação de Reserva de Capacidade nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul, com suprimento a ser iniciado em 2022 até 2025.

    A medida foi uma sugestão do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que se reuniu na última sexta-feira.

    Nesse sentido, a contratação de reserva de capacidade por meio de procedimento competitivo simplificado é uma possibilidade prevista na medida provisória (MP) 1.055/2021, como alternativa para a otimização do uso dos recursos hidroenergéticos e para o enfrentamento da atual situação de escassez hídrica.

    De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), a CREG também homologou outras deliberações do CMSE.

    Entre elas, o estabelecimento de condições para operação da usina termelétrica GNA I (1.338 megawatts), em 2021 e 2022, diante da necessidade de geração de todos os recursos energéticos disponíveis.

    Nessa linha, também foi aprovada a simplificação dos procedimentos de outorga para participação de empreendimento de geração nas ofertas, conforme Portaria Normativa MME 17/2021, de forma que seja garantida a efetividade do normativo em consonância com a necessidade de recursos energéticos adicionais no sistema.

    Sobre a Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética

    A Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética foi instituída pela MP 1.055/2021 e é responsável por adotar medidas emergenciais e para garantir a continuidade e a segurança do suprimento de energia elétrica no país.

    Dessa forma, o colegiado, com duração prevista até 30 de dezembro, é composto por representantes de seis ministérios: Minas e Energia (que o presidirá), Economia, Infraestrutura, Agricultura, Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional.

    Nesse sentido, entre as atribuições do grupo está a definição de diretrizes obrigatórias para estabelecer limites de uso, armazenamento e vazão das usinas hidrelétricas e outras medidas mitigadoras do baixo volume dos reservatórios.

    A Câmara também terá poderes para estabelecer prazos para o atendimento das diretrizes e para o encaminhamento de informações e subsídios técnicos por parte de órgãos públicos, do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e dos concessionários de geração de energia elétrica.

    Durante sua vigência, a Câmara também deverá homologar as deliberações do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), composto por diversos órgãos e entidades públicas. Após a homologação, essas decisões passam a ter caráter

    Petróleo cai 2% com plano de liberação de estoques da China e queda mista nos estoques dos EUA

    Os preços do petróleo caíram quase 2% na quinta-feira depois que a China, maior importadora global da commodity, anunciou planos de liberar estoques de petróleo a fim de reduzir a pressão em suas refinarias. 

    Além disso, uma queda confusa nos estoques dos EUA também ajudou na desestabilização da commodity.

    Quanto ao Brent, negociado em Londres e referência global para o petróleo, fechou a 71,45 USD por barril, uma queda de 1,15 USD ou -1,6%.

    Por outro lado, o petróleo WTI, negociado em Nova York e referência do petróleo nos EUA, fechou a 68,14 USD por barril, queda de 1,16 USD, ou -1,7%.

    Assim, os fundamentos do petróleo WTI estavam muito bullish até as notícias da China sobre a liberação dos seus estoques.

    A tendência de venda pode se acelerar e o WTI pode atingir o nível de 65 USD.

    Além do mais, os estoques caíram 1,5 milhão de barris na semana encerrada em 3 de setembro, para 423,9 milhões de barris, afirmou a EIA em seu Relatório Semanal do Status do Petróleo.

    Analistas do mercado dos EUA, esperavam um recuo de 4,75 milhões de barris.

    No que se refere à gasolina, os estoques caíram 7,2 milhões de barris na semana, para 220 milhões de barris, segundo a EIA, em contraste com as expectativas dos analistas de uma queda de 3,3 milhões de barris.

    Assim, as refinarias operaram a menos de 82% de sua capacidade na semana passada, disse a EIA. Normalmente, os níveis operacionais ficam em torno de 95% nessa época do ano.

    Os Futuros do Ouro

    Os Futuros de Ouro subiram nesta quinta-feira.

    Na divisão Comex da Bolsa de Nova York, os Futuros de Ouro com vencimento em dezembro foram negociados a 1.796,85 USD por onça troy, no momento do fechamento deste Cryptoinforme, com alta de +0,19%.

    O ouro estava propenso a encontrar suporte em 1.783,10 USD e resistência em 1.833,50 USD.

    O Índice Dólar Futuros, que acompanha o desempenho do dólar norte-americano em comparação com a cesta das seis principais moedas, registrou perdas -0,19% para negociação a 92,477 USD.

    Em outra parte da Comex, a Prata para entrega em dezembro registrou ganhos +0,25% para negociação a 24,117 USD por onça troy.

    Enquanto isso, o Cobre com vencimento em dezembro registrou ganhos de 1,25% para negociação a 4,2858 USD por libra-peso.

    Os Futuros do Gás Natural

     Os Futuros do Gás Natural fechara em alta nesta quinta-feira.

    Na Bolsa de Nova York, os Futuros do Gás Natural com vencimento para outubro foram negociados a 5,012 USD por milhões de unidades térmicas Britânicas no momento do fechamento deste Cryptoinforme, com alta de +1,99%.

    Assim, o Gás Natural estava propenso a encontrar apoio em 4,557 USD e resistência em 5,043 USD.

    Em outra parte da Nymex, o Petróleo para entrega em outubro registrou perdas de -1,96% para negociação a 67,94 USD por barril.

    Por fim, o óleo para entrega em outubro registrou perdas -1,33% para negociação a 2,1079 USD por galão.

    Carvão e Coque atingem altas recordes

    Os contratos futuros de carvão metalúrgico e coque atingiram altas recordes nesta quinta-feira, impulsionados por temores de uma prolongada restrição no fornecimento de materiais siderúrgicos na China, maior produtor de aço do mundo.

    Por outro lado, o carvão metalúrgico encerrou as negociações do dia com alta de +7,2%, a 3.049,50 iuanes (472 dólares) a tonelada, após atingir o valor máximo de 3.071,50 iuanes.

    Nesse sentido, o coque subiu +5,3% para 3.787,50 iuanes por tonelada, subindo pela nona sessão consecutiva, mas abaixo do pico de 3.838,50 iuanes.

    Por fim, o contrato mais ativo de minério de ferro caiu -2,7%, para 730 iuanes (113 dólares) a tonelada, após atingir 717,50 iuanes, o mais fraco desde 4 de fevereiro.

    Carvão e Coque atingem altas recordes

    Os contratos futuros do milho negociados nos Estados Unidos caíram para o mínima em sete meses e meio nesta quinta-feira, sob a pressão das expectativas de que o governo norte-americano aumentará sua previsão de produção doméstica, disseram traders.

    Por outro lado, os futuros do trigo tiveram queda de -2,4%, para a mínima em mais de um mês, na sequência de vendas técnicas, depois que um relatório do Canadá na quarta-feira mostrou que ofertas maiores do que o esperado acarretaram uma reação de baixa no mercado.

    Assim, disse Mark Schultz, analista-chefe de mercado da Northstar Commodity:

    “Rompemos o suporte chave de curto prazo para o trigo e apenas aceleramos para baixo”. 

    Por outro lado, os preços da soja também ficaram mais fracos, atingindo sua mínima desde 25 de junho, com traders apostando em posições antes do relatório mensal de safra do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    Do mesmo modo, os futuros do milho fecharam em queda de 0,25 centavo de dólar na bolsa de Chicago, em 5,10 dólares o bushel. Em uma base contínua, o contrato mais ativo atingiu a mínima desde 25 de janeiro na manhã desta quinta-feira, mas fechou bem acima deste ponto.

    Na mesma linha, a soja para novembro fechou em queda de 9 centavos de dólar, em 12,7050 dólares o bushel e o trigo para dezembro recuou 17,25 centavos de dólar, em 6,9225 dólares o bushel.

    Por fim, os futuros de Chicago também permaneceram pressionados por preocupações com as exportações após interrupção devido ao recente furacão nos terminais de grãos do Golfo dos EUA e também a força do dólar esta semana.

    IBGE reduz levemente estimativa de safra de café do Brasil 2021

    A produção brasileira de café em 2021, já com colheita na reta final, foi estimada nesta quinta-feira em 48,9 milhões de sacas de 60 kg. Um declínio de -0,3% em relação ao levantamento do mês anterior, apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Em comparação com 2020, quando a safra foi recorde, a queda é de 21,2%.

    Em 2021, as lavouras de arábica atravessam o período bianual de baixa produtividade, problema que foi acentuado com a seca.

    A produção de café arábica foi estimada em 33,6 milhões de sacas de 60 kg, decréscimo de 0,4% em relação ao mês anterior, e declínio de 29,6% na comparação com 2020.

    Separadamente, a Cooxupé, maior cooperativa de produtores do Brasil, divulgou dados sobre o andamento da colheita na sua região, cujo foco é o arábica.

    Segundo a Cooxupé, a colheita de café dos cooperados da Cooxupé havia atingido 94,19% da área até 3 de setembro, mantendo atraso ante o mesmo período do ano passado.

    Na mesma época de 2020, os cooperados já haviam colhido 94,78% da área, enquanto na última safra de baixa (2019) a colheita havia atingido 98,69% até o início de setembro.

    Por fim, Para o café canéfora, conhecido como conilon no Brasil, a estimativa da produção do IBGE foi de 15,3 milhões de sacas de 60 kg, um crescimento de 6,3% em relação a 2020.

    CENÁRIO NACIONAL

    Banco Central discute segurança e transação offline do real digital

    O Banco Central (BC) promoveu mais uma rodada de debates sobre a criação de uma moeda digital oficialmente brasileira, que, a exemplo da moeda em papel, é certificada pela autoridade monetária do país: o real digital.

    No encontro desta quinta-feira foi organizado para debater diretrizes gerais, benefícios e tecnologias a serem adotados para implantação da versão digital da moeda brasileira.

    Assim, na ocasião falou-se sobre a necessidade de viabilizar transações offline com segurança e sobre a importância de incluir no sistema bancário a população sem acesso a ele e com acesso limitado a recursos como smartphones, energia elétrica e internet.

    O seminário Virtual Operações Offline é o terceiro da série O Real Digital. 

    O objetivo do Banco Central é estabelecer as bases para o eventual desenvolvimento de uma CBDC (Central Bank Digital Currency) que venha a acompanhar o dinamismo da evolução tecnológica da economia brasileira e a aumentar a eficiência do sistema de pagamentos de varejo.

    Dessa forma, o BC pretende contribuir para o surgimento de novos modelos de negócio e de outras inovações baseadas nos avanços tecnológicos, favorecendo a participação do país em outros cenários econômicos e aumentando sua eficiência nas transações transfronteiriças.

    Moedas digitais X criptomoedas

    Moedas digitais são muito diferentes de criptomoedas, conforme já havia explicado o BC em webinários anteriores.

    “Os criptoativos, como o bitcoin, não detêm as características de uma moeda, mas sim de um ativo.

    A opinião do Banco Central sobre criptoativos continua a mesma: estes são ativos arriscados, não regulados pelo Banco Central, e devem ser tratados com cautela pelo público”.

    Disse anteriormente o coordenador dos trabalhos sobre a moeda digital do Banco Central, Fabio Araújo.

    Já a CBDC, a moeda digital do Banco Central, é uma nova forma de representação da moeda já emitida pela autoridade monetária nacional.

    Ou seja, faz parte da política monetária do país de emissão e conta com a garantia dada por essa política.

    CBDC inclusiva

    No debate de hoje, a diretora de Desenvolvimento de Negócios em Moedas digitais na G+D Currency Technology, Tanja Hessdörfer, destacou que, para implementar o real digital, o BC “não pode contar com os usuários tendo celulares de última geração, conhecimento tecnológico, equipamento modernos ou conexão de internet de alta velocidade”.

    Por isso, acrescentou Tanja, para ter um sistema de CBDC inclusivo, é preciso oferecer carteiras para a população não bancarizada, de forma a funcionar sem conta bancária, de maneira simples, intuitiva e com interface orientada ao usuário. 

    Nesse sentido, disse ela:

    “É importante que esses equipamentos simples tenham funcionalidade offline”.

    Especialista do Setor Financeiro do Grupo de Desenvolvimento de Sistemas de Pagamentos do Banco Mundial, Harish Natarajan foi além e considerou “obrigatório” que a moeda seja “usável” em vários contextos e situações, inclusive quando não há eletricidade, nem conectividade telefônica, como no caso de catástrofes.

    Nesse sentido, é fundamental as autoridades estarem sempre atualizadas com as novidades tecnológicas que garantam transações no modo offline, de forma a dar o máximo de segurança aos procedimentos.

     “O momento [atual] é de investigar as tecnologias que existem, o que é possível e quais são as limitações. Este é o momento certo para os brancos centrais investigarem isso”.

    Enfatizou Tanja Hessdörfer.

    Da acessibilidade versus custos

    Para Natarajan, do ponto de vista da inclusão, há que se considerar os custos decorrentes de provedores; de serviços e da gestão dos pontos de acesso, na busca por sistemas sofisticados e de capacidade de manutenção e de distribuição para fazer desse processo algo “factível para pessoas que não tenham acesso a smartphone”. 

    “A forma offline talvez requeira um dispositivo adicional.

    É necessário ter, além dela, a forma de pagamento tradicional online”.

    Sugeriu o especialista do Banco Mundial.

    Por outro lado, o sócio da Oliver Wyman, empresa especializada em gestão, Michael Wagner disse que a rastreabilidade é algo que beneficia a segurança das transações financeiras:

     “A segurança online é maior do que a offline. Isso é fato, e torna necessário termos atenção com o nível de acesso que criminosos podem ter.

    Defendemos que a capacidade de análise e de perícia são fundamentais para garantir a segurança em um nível aceitável”.

    Segundo o chefe de gabinete da Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, Ricardo Mourão, um dos objetivos da autoridade monetária brasileira com a criação da moeda digital é reduzir o uso de papel, “porque é custoso, paga impostos e paga logística, o que implica mais custos”.

    Para finalizar, Tanja Hessdörfer destacou ainda que a chave para a aceitação da versão digital do real é promover a liberdade de escolha para as pessoas:

    “Creio que, enquanto as pessoas puderem escolher se vão pagar com um ou outro, haverá aceitação”.

    No entanto, se forçarem as pessoas a mudar do dinheiro em papel para o CBDC, isso provavelmente não irá para a direção certa e deixará as pessoas céticas com relação às tecnologias.

    Nesse sentido, eu promoveria a liberdade de escolha”.

    Brasil tem novas regras para pagamento e transferência internacionais

    O Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Banco Central (BC) alteraram a regulamentação cambial e de capitais internacionais para alinhá-las às inovações tecnológicas e aos novos modelos de negócios sobre pagamentos e transferências internacionais.

    Dessa forma, informou o BC:

     “As novas regras buscam promover um ambiente mais competitivo, inclusivo e inovador para a prestação de serviços aos cidadãos e empresas que enviam ou recebem recursos do exterior”.

    As novas medidas permitirão que as instituições de pagamento (IPs), as fintechs, autorizadas a funcionar pelo BC, também possam operar no mercado de câmbio, atuando exclusivamente em meio eletrônico.

    Atualmente, somente bancos e corretoras podem fazer as operações.

    Da vigência

    Essa permissão entrará em vigor em 1º de setembro de 2022 e as demais medidas em 1º de outubro deste ano.

    De acordo com o BC, as instituições não bancárias autorizadas a operar no mercado de câmbio, como corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários e corretoras de câmbio e instituições de pagamento, poderão utilizar diretamente suas contas em moeda estrangeira mantidas no exterior para liquidar operações realizadas no mercado de câmbio.

    Por outro lado, os exportadores brasileiros também poderão receber suas receitas em conta de pagamento mantida em seu nome em instituição financeira no exterior ou em conta no exterior de instituição não bancária autorizada a operar no mercado de câmbio.

    Dessa forma, as novas regulamentações também permitem que o recebimento ou entrega dos reais em operações de câmbio, sem limitação de valor, também possa ocorrer a partir de conta de pagamento do cliente mantida em instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo BC ou em IPs participantes do PIX.

    Desse modo, ainda será permitido que residentes, domiciliados ou com sede no exterior sejam titulares de contas de pagamento pré-paga em reais.

    Serviços de transferência

    Em nota, o BC explicou que também será consolidada e modernizada a regulamentação dos serviços de pagamento ou transferência internacional no mercado de câmbio.

    Assim, será conferido tratamento uniforme para as aquisições de bens e serviços realizadas com a participação de emissores de cartão de uso internacional, de empresas facilitadoras de pagamentos internacionais e de intermediários e representantes em aquisições de encomendas internacionais.

    Tais serviços passarão a ser referidos na regulamentação cambial pelo termo eFX.

    Nesse sentido, será permitida, por meio da plataforma eFX, a realização de transferências unilaterais correntes e de transferências de recursos entre contas mantidas pelo cliente no país e no exterior de até 10 mil dólares.

    Dessa forma, as normas aprovadas foram objeto da Consulta Pública nº 79/2020, disponível entre 12 de novembro de 2020 e 29 de janeiro de 2021.

    Por outro lado, a modernização do sistema de câmbio e a introdução de novas tecnologias também abrem caminho para a implementação do PIX internacional, ferramenta ainda em estudo no BC que permitirá a transferência em tempo real de recursos do Brasil para o exterior.

    Desse modo, na página do BC, há um espaço de perguntas e respostas sobre a nova regulamentação.

    Indicadores Econômicos

    Fonte: CryptoInforme

    GIRO NO MUNDO CRYPTO

    No mercado cripto, a volatilidade volta a aparecer em alguns ativos e o valor total operou nesta quinta-feira em valorização, e até o fechamento desta edição do CryptoInforme apresenta uma subida de +1,71%.

    Dessa maneira, agora o valor global do mercado chega aos 2,1 trilhões de dólares, assim opera próximo a marca recorde dos 2.5 trilhões.

    Bitcoin (BTC) – Marketcap Total
    Fonte: CryptoInforme

    No que se refere ao Bitcoin, que hoje chegou a perder dominância no mercado, o que não ocorria nos últimos 2 meses, registrou a menor marca em 40,14%, esse fato gera incertezas dos investidores quanto ao momento.

    Bitcoin (BTC) – Dominância
    Fonte: CryptoInforme

    Por fim as altcoins listadas abaixo se destacaram nas últimas 24 horas:

    • Harmony (ONE) +33,05%:
    Harmony (ONE) – Price Action
    Fonte: CryptoInforme
    • Tezos (XTZ) +20,30%:
    Thezos (XTZ) – Price Action
    Fonte: CryptoInforme
    • Cosmos (ATOM): +20,30%:
    Cosmos (ATOM) – Price Action
    Fonte: CryptoInforme
    • Mina (MINA): +24,87%:
    Mina (MINA) – Price Action
    Fonte: CryptoInforme
    • Algorand (ALGO) 24,02%:
    Algorand (ALGO) – Price Action
    Fonte: CryptoInforme

    Cenário Técnico

    No cenário técnico, o Bitcoin (BTC) operou em recuperação de forma tímida apresentando bastante dificuldades para manter-se acima dos 46.700 USD.

    Nesse sentido, o ativo encontrou uma nova resistência que se fortaleceu e aumentou o seu range na região entre 46.400 e 46.700 USD.

    O BTC chegou a operar acima dos níveis de resistência porém não houve sustentação para o preço, esse fato ocasionou na rejeição de uma nova região para negociações. 

    Dessa forma, aguarda-se uma tentativa de rompimento dessa resistência e o encontro do Price Action com a Média Móvel de 26 períodos nos próximos dias.

    Visto que algumas divergências altistas já podem ser observadas em tempos gráficos menores e a recuperação do índice de força relativa, do ponto de vista técnico espera-se que haja nos próximos dias a ação do preço agredindo a resistência formada.

    Ressalta-se que tecnicamente a estrutura altista do ativo permanece e a expectativa de uma repetição de ciclo ocorrida em 2013 volta à tona entre os investidores.

    Um possível rompimento de uma LTB poderia levar o ativo no longo prazo a ser negociado em valores próximos aos 110.000 USD para o longo prazo.

    Bitcoin (BTC) – Price Action Mensal
    Fonte: CryptoInforme

    Por outro lado a cautela necessária para a sua proteção, pois estamos com o preço de volta à níveis de muita briga e que pode gerar alguma indecisão para os investidores.

    Sendo assim, não é aconselhável para o momento a utilização de altas alavancagens, visto que a tomada de direção do mercado a partir dos rompimentos podem ser agressivas e assim afetar o capital na operação.

    Bitcoin (BTC) – Price Action 1
    Fonte: CryptoInforme
    Bitcoin (BTC) – Price Action 2
    Fonte: CryptoInforme

    Reportagem de Jean Pierre Teixeira Costa e reportagem adicional de Ana Flávia Santana Saraiva.


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    OBSERVAÇÃO:  O informativo CryptoInforme do dia 09/09 não é aconselhamento financeiro, legal e nem indicativo de compra e venda de qualquer ativo. As decisões de como investir devem ser pessoais e com base em seus estudos e pesquisas sobre o mercado financeiro. 



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