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    CryptoInforme

    CryptoInforme 24/09!


    Por Jean Pierre Teixeira Costa • 24 de setembro de 2021
    tempo de leitura do artigo: 18 minutos

    Vamos ao CryptoInforme do dia 24/09!


    CENÁRIO GLOBAL

    Giro pelas bolsas americanas

    O índice S&P 500 terminou a sessão em ligeira alta nesta sexta-feira, após uma semana volátil, com ganhos em ações de crescimento como Facebook (NASDAQ:FB (SA:FBOK34) compensando um mergulho da Nike (NYSE:NKE) (SA:NIKE34), depois que a empresa de vestuário esportivo divulgou uma previsão de vendas pessimista.

    Dessa forma, as ações da Nike foram o maior obstáculo para o Dow Jones e o S&P 500.

    Além disso, a companhia também alertou sobre atrasos durante a temporada de compras natalinas, culpando uma crise na cadeia de suprimentos. As ações da varejista de calçados Foot Locker (NYSE:FL) também caíram acentuadamente.

    Por outro lado, Facebook e Tesla (NASDAQ:TSLA) (SA:TSLA34) foram os papéis de empresas individuais que mais contribuíram para a alta do S&P 500, enquanto a energia liderou os ganhos setoriais.

    As ações caíram acentuadamente no início da semana devido a preocupações com um possível default da incorporadora chinesa Evergrande (OTC:EGRNY) e a seu risco potencial para os mercados financeiros globais e também antes do relatório de política monetária do Federal Reserve, divulgado na quarta-feira.

    Dessa forma, segundo dados preliminares, o Dow Jones subiu +0,1%, para 34.799,18 pontos; o S&P 500 teve alta de +0,15%, para 4.455,56 pontos, e o ​​Nasdaq Composite teve oscilação negativa de +0,03%, a 15.048,31 pontos.

    Giro pelas bolsas europeias

    Bolsas da Europa fecham em queda, com ajuste e renovados temores sobre Evergrande

    Os mercados acionários da Europa fecharam em baixa nesta sexta-feira, 24. Além de um ajuste após alguns pregões positivos, hoje voltaram a preocupar algumas notícias sobre a endividada incorporadora chinesa Evergrande (OTC:EGRNY). 

    O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de +0,90%, em 463,29 pontos. Já na comparação semanal, subiu +0,31%.

    Após a notícia da quinta-feira (23) de que autoridades da China orientaram governos locais a se preparar para um eventual colapso da Evergrande, hoje foi noticiado que os credores da empresa nos EUA ainda não receberam o pagamento de juros previsto para ontem.

    A empresa ainda teria, porém, 30 dias para fazer a operação antes que os detentores dos títulos possam declarar inadimplência.

    Assim, ainda no noticiário, o Financial Times informou, a partir de fontes, que o Credit Suisse (SIX:CSGN) (SA:C1SU34) havia vendido no fim do ano passado toda sua exposição em títulos da Evergrande, como forma de se proteger em caso de eventual default. A ação da empresa em Hong Kong recuou hoje 11,61%.

    Segundo BCE a exposição direta da zona do euro à Evergrande será limitada

    Além disso, a Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde disse que a exposição direta da zona do euro à Evergrande será limitada, embora os mercados financeiros estejam todos interligados.

    Nessa linha, Lagarde ainda comentou sobre a inflação na zona do euro, considerando que o forte avanço dos preços se deve a causas temporárias, como um salto recente nos preços de energia.

    Na agenda de indicadores europeia, o índice Ifo de sentimento das empresas da Alemanha recuou a 98,8 pontos, sua terceira baixa consecutiva, mas com resultado um pouco melhor do que o esperado por analistas.

    A Capital Economics considera que, no contexto atual, o BCE não deve ter pressa para apertar sua política monetária. A consultoria diz em relatório que pesquisas com empresas sugerem que problemas na cadeia de suprimentos e preços mais altos em matérias-primas tiraram fôlego da recuperação na zona do euro em setembro.

    Por outro lado,na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 fechou em baixa de +0,38%, em 7.051,48 pontos, com alta de 1,26% na semana.

    Do mesmo modo, em Frankfurt, o índice DAX caiu -0,72%, a 15.531,75 pontos, avançando 0,27% na semana.

    Além disso, na Bolsa de Paris, o índice CAC 40 teve queda de -0,95%, a 6.638,46 pontos, mas subiu +1,04% na comparação semanal.

    Giro nacional

    Ações no Brasil

    Temores renovados de crise na China e novas decepções com a economia doméstica interromperam nesta sexta-feira uma recuperação do principal índice brasileiro de ações.

    Ainda assim, a bolsa teve uma semana de alta, a primeira em quatro.

    Numa sessão com giro financeiro de apenas 25,7 bilhões de reais, abaixo da média diária recente de mais de 30 bilhões, o Ibovespa caiu -0,69%, aos 113.282,67 pontos.

    Assim, o índice ainda teve saldo positivo de 1,65% na semana após encadear três altas seguidas.

    O mote do dia foi o limbo diante do silêncio da Evergrande sobre o pagamento de juro na véspera.

    Nesse sentido, ninguém soube afirmar com certeza se houve calote, alimentando desconfianças sobre o plano do governo chinês de organizar a quebra controlada da empresa com 300 bilhões de dólares em dívidas, para evitar contaminação dos setores imobiliário e financeiro.

    Dessa forma, pelo sim, pelo não, o medo de contágio global prevaleceu ditando vendas de ativos de risco. Índices de ações pelo mundo tiveram quedas moderadas.

    Na B3 (SA:B3SA3), novos dados refrescaram o quadro de deterioração da economia doméstica. 

    dessa forma, a FGV revelou que a confiança do consumidor brasileiro caiu neste mês à mínima desde abril, refletindo incertezas em relação à recuperação da economia, risco de crise energética e avanço da inflação.

    Aliás, a medida pelo IPCA-15 subiu 1,14% em setembro, maior alta para o mês em 27 anos.

    Além disso, os indicadores foram a senha para o investidor preferir embolsar ganhos antes do fim de semana.

    Para dar algum respaldo ao Ibovespa, restaram apostas em recuperação de setores bastante castigados nas últimas semanas, como o elétrico e o aéreo, e a reação a notícias corporativas envolvendo nomes como BRF (SA:BRFS3), Banco Inter (SA:BIDI4), além de Petrobras (SA:PETR4), com a alta global do petróleo.

    Em relatório, a Inter Research citou vários fatores negativos no Brasil e no exterior ao reduzir a previsão para o Ibovespa no fim de 2021, de 142 mil para 128 mil pontos, o que ainda implicaria valorização de 13% em relação ao nível atual.

    Destaques:

    • BRF subiu 2,68%, após o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovar sem restrições a compra de ações da companhia pela rival Marfrig (SA:MRFG3), que já tem quase 32% da empresa dona das marcas Sadia e Perdigão. A Marfrig encerrou com alta de 1,1% e JBS (SA:JBSS3) ganhou 3,7%.

    • AMERICANAS recuou 3,55%, mostrando maior pessimismo de investidores com novos sinais de inflação persistentemente alta no país, o que eleva apostas de um ciclo de aperto ainda maior da política monetária, o que deve prejudicar o consumo. No setor, MAGAZINE LUIZA (SA:MGLU3) teve baixa de 1,5% e NATURA&CO caiu 2,9%.

    • HAPVIDA teve queda de 1%. A empresa informou mais cedo que sua oferta pelo Grupo HB Saúde foi aprovada e prevê desembolsar 383,5 milhões de reais para comprar 59% dos acionistas da HB, a parcela dos que aprovaram a proposta.

    • SANTANDER BRASIL retrocedeu 2,8%, ilustrando como investidores preferiam se desfazer de ações do setor bancário após uma recuperação robusta nas últimas três sessões. BRADESCO teve retração de 2,2% e ITAÚ UNIBANCO foi desvalorizada em 1,4%. O Banco INTER fechou em alta de 0,83%, após ter chegado a disparar 4% em meio a notícias de que negocia ampliar parceria com STONE.

    • PETROBRAS evoluiu 0,2%, em linha com a alta dos preços internacionais do barril do petróleo. PETRORIO liderou os ganhos do índice, subindo 3,9%.

    • VALE (SA:VALE3) encolheu 1,55%, com a volta dos temores ligados à China e os possíveis impactos nas exportações de minério de ferro para aquele mercado. Na mesma trilha, CSN (SA:CSNA3) perdeu 3,6%, enquanto USIMINAS (SA:USIM5) teve recuo de 2,16%.

    • LIGHT (SA:LIGT3) teve incremento de 1,6%, liderando os ganhos no setor elétrico. ENEVA (SA:ENEV3) teve avanço de 1,5%. ELETROBRAS foi apreciada em 0,7%.

    Câmbio

    Novas preocupações com a chinesa Evergrande fazem Bolsa cair 0,69% e dólar subir 0,64%, a 5,34 BRL

    A moeda americana avançou contra o real, acompanhando a valorização internacional da divisa dos EUA, em meio a temores sobre a incorporadora chinesa Evergrande e expectativa de redução de estímulos pelo Federal Reserve em breve.

    Enquanto isso, os investidores avaliavam as perspectivas para a política monetária brasileira à medida que digeriam dados de inflação mais fortes do que o esperado para setembro.

    Dessa forma, alertou em blog Dan Kawa, CIO da TAG Investimentos:

    “Na China, não há ainda sinais de que o problema da Evergrande esteja perto de ser equacionado de maneira estrutural.

    Isso terá impacto não desprezível sobre o crescimento do país e do mundo, em algum momento. Quanto mais tempo levar para essa questão ser solucionada ou endereçada, maior o impacto.”

    As commodities

    Os Futuros do Minério de Ferro

    Os contratos futuros do minério de ferro da China avançaram pela segunda sessão consecutiva nesta sexta-feira.

    Dessa forma, os contratos futuros de minério de ferro mais negociados na Bolsa de Dalian, com vencimento em janeiro, subiram + 2,5%, alta de 8,8%, até o fechamento deste CryptoInforme.

    No entanto, analistas preveem que a recuperação não irá durar, já que a demanda de minério de ferro ainda está prejudicada pelos cortes de produção nas usinas.

    Assim, escreveram analistas da Huatai Futures em nota:

    “Afetado pelas medidas de proteção ambiental outono-inverno e pelos Jogos Olímpicos de Inverno, o consumo doméstico de minério de ferro é difícil de aumentar no curto prazo”.

    Dessa forma, os contratos futuros de carvão metalúrgico de Dalian caíram 6,24%, para 2.800 iuanes por tonelada.

    Por outro lado, os preços do coque despencaram -7,6%, para 3.198 iuanes por tonelada.

    Além disso, o vergalhão caiu 2,8%, para 5.468 iuanes por tonelada. As bobinas laminadas a quente, usadas em carros e eletrodomésticos, caíram 2,9%, para 5.511 iuanes por tonelada.

    Por fim, os contratos futuros de aço inoxidável, para entrega em outubro, caíram 4,7%, para 20.945 iuanes por tonelada.

    Os Futuros do Petróleo

    Na Bolsa de Nova York, os Futuros do Petróleo com vencimento em novembro foram negociados na entrega a 73,14 USD por barril, até o fechamento deste CryptoInforme, queda de -0,22%.

    O Petróleo estava propenso a encontrar suporte em 69,67 USD e resistência em 73,64 USD.

    Dessa forma, o Índice Dólar Futuros, que acompanha o desempenho do dólar norte-americano em comparação com a cesta das seis principais moedas, registrou ganhos de +0,31% para negociação a 93,323 USD.

    Em outra parte da ICE, o Petróleo Brent para entrega em Novembro registrou perdas -0,09% para negociação a 77,18 USD por barril.

    Enquanto isso, o spread entre o Petróleo Brent e o Petróleo ficaram a 4,04 USD por barril nos contratos.

    Os Futuros do Ouro sobrem nesta sexta-feira

    Na divisão Comex da Mercantil de Nova York, os Futuros de Ouro com vencimento em dezembro foram negociados a 1.755,85 USD por onça troy, até o fechamento deste CryptoInforme, alta de +0,35%.

    O Ouro estava propenso a encontrar suporte em 1.737,50 USD e resistência em 1.788,40 USD.

    Além disso, a Prata para entrega em dezembro registrou ganhos +0,01% para negociação a 22,677 USD por onça troy.

    Enquanto isso, o Cobre para entrega em dezembro registrou ganhos +0,26% para negociação a 4,2420 USD por libra-peso.

    Os Futuros do Gás Natural registram alta

    Na Bolsa Mercantil de Nova York, os Futuros do Gás Natural com vencimento em outubro foram negociados a 5,088 USD por milhões de unidades térmicas Britânicas, até o fechamento deste CryptoInforme, alta de +2,25%.

    O Gás Natural estava propenso a encontrar suporte em 4,735 USD e resistência em 5,172 USD.

    Em outra parte da Nymex, o Petróleo com vencimento em novembro registrou ganhos +0,27% para negociação a 73,50 USD por barril.

    Por outro lado, o Óleo para entrega em outubro registrou ganhos +0,08% para negociação a 2,2510 USD por galão.

    CENÁRIO NACIONAL

    Contas externas têm saldo positivo de 1,684 bilhão de dólares em agosto

    As contas externas tiveram saldo positivo de 1,684 bilhão de dólares em agosto, informou hoje o Banco Central (BC). 

    Dessa forma, no mesmo mês de 2020, o superávit foi de 950 milhões de dólares nas transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda com outros países.

    Assim, o resultado é o melhor para o mês de agosto desde 2006, quando as contas externas tiveram superávit de 2,1 bilhões de dólares.

    De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, a diferença no resultado das transações correntes, na comparação interanual, se deve ao aumento do superávit comercial.

    Dessa forma, Rocha disse:

     “A balança comercial tem crescido fortemente, tanto nas exportações quanto nas importações. Isso é reflexo do crescimento da atividade econômica em todo o mundo”.

    Em 12 meses, encerrados em agosto, o déficit em transações correntes é de 19,505 bilhões de dólares, 1,23% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país), ante o saldo negativo de 20,239 bilhões de dólares (1,30% do PIB) em julho de 2021 e déficit de 35,651 bilhões de dólares (2,26% do PIB) no período equivalente terminado em agosto de 2020.

    Assim, a redução, segundo Rocha, também é resultado do arrefecimento dos efeitos da pandemia de covid-19 e sua consequente crise econômica.

    Já nos oito primeiros meses do ano, o déficit é de 6,539 bilhões de dólares, contra saldo negativo de 12,957 bilhões de dólares de janeiro a agosto de 2020.

    Balança comercial e serviços

    As exportações de bens totalizaram 27,380 bilhões de dólares em agosto, aumento de 56% em relação a igual mês de 2020.

    Dessa forma, as importações somaram 21,732 bilhões de dólares, incremento de 72,4% na comparação com agosto do ano passado.

    Com esses resultados, a balança comercial fechou com superávit de 5,648 bilhões de dólares no mês passado, ante saldo positivo de 4,946 bilhões de dólares em agosto de 2020.

    O déficit na conta de serviços (viagens internacionais, transporte, aluguel de equipamentos, seguros, entre outros) manteve a trajetória de retração, com saldo negativo de 1,577 bilhão de dólares em agosto, ante 1,452 bilhão de dólares em igual mês de 2020.

    Segundo Rocha, boa parte das rubricas da conta tiveram aumento, indicando maior demanda por serviços importados oferecidos, de acordo com a recuperação econômica. A exceção é em aluguel de equipamentos.

    Na comparação interanual, houve redução de 32,2% nas despesas líquidas de aluguel de equipamentos, de 902 milhões de dólares em agosto de 2020 para 611 milhões de dólares em agosto de 2021.

    De acordo com o BC, isso se deve pela nacionalização (importação) de equipamentos no âmbito do Repetro, ou seja, de bens que passam a ser propriedade de residentes no Brasil, sem a necessidade de pagamento de aluguel a não residentes.

    O Repetro

    O Repetro é o regime aduaneiro especial, que suspende a cobrança de tributos federais, de exportação e de importação de bens que se destinam às atividades de pesquisa e de lavra das jazidas de petróleo e gás natural, principalmente as plataformas de exploração.

    Em linha com a expansão do volume de comércio e aumento das despesas com viagens, as despesas líquidas de transporte aumentaram na comparação interanual, de 119 milhões de dólares em agosto de 2020 para 410 milhões de dólares no mês passado.

    No caso das viagens internacionais, as receitas de estrangeiros em viagem ao Brasil chegaram a 252 milhões de dólares, enquanto as despesas de brasileiros no exterior ficaram em 447 milhões de dólares. Com isso, a conta de viagens fechou o mês com déficit de 195 milhões de dólares, ante déficit de 123 milhões de dólares em agosto de 2020.

    De acordo com Rocha, esta é uma conta muito afetada pelas restrições impostas pela pandemia e pelas taxas de câmbio, mas vem se recuperando, mantendo média de 200 milhões de dólares no último trimestre. No trimestre anterior, de março a maio, a média foi de 125 milhões de dólares.

    Ainda assim, os valores estão muito abaixo do período pré-pandemia. Em 2019, por exemplo, a média das despesas de brasileiros no exterior foi de 1 bilhão de dólares.

    Dessa forma, disse:

    “Temos ainda uma diferença de magnitude muito grande, mas mostrando que essa reação dá conta já começou, tem sido gradual e deve continuar até recuperar os valores médios nas condições de normalidade”.

    Rendas

    Em agosto de 2021, o déficit em renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) chegou a 2,601 bilhões de dólares, contra 2,833 bilhões de dólares no mesmo mês de 2020.

    Normalmente, essa conta é deficitária, já que há mais investimentos de estrangeiros no Brasil, que remetem os lucros para fora do país, do que de brasileiros no exterior.

    No caso dos lucros e dividendos associadas aos investimentos direto e em carteira, houve déficit de 1,817 bilhão de dólares, também em patamar semelhante ao observado em agosto de 2020, que foi de 1,859 bilhão de dólares.

    Segundo Rocha, apesar de o resultado líquido ter permanecido estável, o volume de receitas e despesas estão crescendo em relação aos patamares muito baixos do ano passado, causados pela pandemia.

    Isso também aponta para a normalização da atividade econômica e recuperação da lucratividade tanto das empresas estrangeiras no país quanto das subsidiárias brasileiras no exterior.

    A conta de renda secundária (gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) teve resultado positivo de 213 milhões de dólares, contra 289 milhões de dólares em agosto de 2020.

    Investimentos

    Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram 4,451 bilhões de dólares no mês passado, ante 2,592 bilhões de dólares em agosto de 2020.

    Quase a totalidade dos ingressos ocorreu em participação no capital, 3,821 bilhões de dólares, enquanto as operações intercompanhia (como os empréstimos da matriz no exterior para a filial no Brasil) somaram apenas 630 milhões de dólares.

    Nos 12 meses encerrados em agosto de 2021, o IDP totalizou 49,356 bilhões de dólares, correspondendo a 3,12% do PIB, em comparação a 47,498 bilhões de dólares (3,04% do PIB) no mês anterior e 56,844 bilhões de dólares (3,61% do PIB) em agosto de 2020.

    Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior

    A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque os recursos são aplicados no setor produtivo e costumam ser investimentos de longo prazo.

    Para o mês de setembro de 2021, a estimativa do Banco Central para o IDP é de ingressos líquidos de 5 bilhões de dólares.

    Estoques de Reservas Internacionais

    O estoque de reservas internacionais atingiu 370,395 bilhões de dólares em agosto de 2021, aumento de 14,7 milhões de dólares em comparação ao mês anterior. A receita de juros das reservas atingiu 465 milhões de dólares em agosto.

    Por outro lado, houve variações negativas de 544 milhões de dólares e de 355 milhões de dólares em preços e paridades, respectivamente.

    Mas, de acordo com o BC, o resultado do mês decorreu, principalmente, da alocação de Direitos Especiais de Saque (DES) promovida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) a todos os países-membros, que acrescentou 15 bilhões de dólares às reservas internacionais do Brasil.

    De acordo com Rocha, a alocação feita pelo FMI visa dar liquidez aos países no contexto da situação econômica atual e já foi feita em outras ocasiões, como na crise de 2008/2009.

    Por fim, no caso do Brasil, o valor foi incorporado às reservas internacionais, portanto gerando lucros. Por outro lado, ele também foi registrado como dívida externa, o que implica em juros. Então, segundo Rocha, em termos líquidos, a conta é zerada.

    Indicadores Econômicos

    Fonte: CryptoInforme

    GIRO NO MUNDO CRYPTO

    No cenário cripto, o mercado o mercado reagiu mais uma vez de forma negativa às notícias que chegaram da China sobre a proibição de qualquer transação com moedas digitais.

    Com isso, a pressão vendedora sobre os ativos impulsionou um movimento com bastante volume, o que levou a uma desvalorização de -4,04% no valor total do mercado. 

    Esse fato levou o valor total do mercado para os 1,9 trilhões de dólares.

    Bitcoin (BTC) – Marketcap Total.
    Fonte: CryptoInforme

    No que se refere à dominância do mercado, o Bitcoin (BTC) operou em recuperação durante o dia, diante do fato das posições das altcoins frente ao par BTC estarem executando vendas por “Stop Loss”.

    Com isso o BTC chegou a retomar durante o dia ganhando +0,18%, atingindo  os 41,51% do mercado total, após ter registrado mínima nos 40,99% e máxima nos 42,24.

    Bitcoin (BTC) – Dominância.
    Fonte: CryptoInforme

    Por fim, destacamos as seguintes criptomoedas que se destacaram nas últimas 24 horas.

    • REN (REN) +29,27%:
    Ren (REN) – Price Action
    Fonte: CryptoInforme

    • Celer Network (CELR) +23,07%:
    Celer Network (CERL) – Price Action
    Fonte: CryptoInforme

    • Terra (LUNA) +11,17%:
    Terra (LUNA) – Price Action
    Fonte: CryptoInforme

    • Tezos (XTZ) +11,88%:
    Tezos (XTZ) – Price Action
    Fonte: CryptoInforme

    • Waves (WAVES) +5,42%:
    Waves (WAVES) – Price Action
    Fonte: CryptoInforme

    Cenário Técnico

    Bitcoin (BTC) – Price Action 1.
    Fonte: CryptoInforme
    Bitcoin (BTC) – Price Action 2.
    Fonte: CryptoInforme
    Bitcoin (BTC) – Price Action 3.
    Fonte: CryptoInforme


    Reportagem de Jean Pierre Teixeira Costa e reportagem adicional de Ana Flávia Santana Saraiva.


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    OBSERVAÇÃO:  O informativo CryptoInforme do dia 24/09 não é aconselhamento financeiro, legal e nem indicativo de compra e venda de qualquer ativo. As decisões de como investir devem ser pessoais e com base em seus estudos e pesquisas sobre o mercado financeiro. 

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