FlowBTC Realiza Segundo Meetup em São Paulo

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FlowBTC Realiza Segundo Meetup em São Paulo

Segundo meetup da corretora de criptoativos brasileira teve a participação de um dos poucos analistas com certificação CMT do Brasil. A certificação CMT [Chartered Market Technician] é a mais alta certificação dentro do universo de análise técnica que existe no mundo.

Na última quinta (28/06) a FlowBTC realizou em São Paulo (capital) o segundo meetup, evento que visa educar e informar as pessoas sobre o mercado de criptoativos, no edifício de sua sede, no bairro Vila Olímpia.

Estávamos em São Paulo e decidimos prestigiar o evento. Acreditamos que eventos como o meetup são extremamente importantes, pois o objetivo é difundir o conhecimento com as pessoas, tanto as que já estão inseridas na indústria de cripto, como as que estão entrando agora.

Antes do evento começar, houve um momento de coffee break para que as pessoas pudessem interagir. Aos poucos as pessoas foram chegando e pouco tempo depois, a palestra era iniciada.

Márcio Ferracini, que é analista sênior na Global Trade Services, foi o palestrante do evento. Por possuir certificação de CMT, reconhecida globalmente e outorgada pela CMT Association, o assunto da noite foi sobre análise técnica (AT).

analise tecnica
Fonte: www.tororadar.com.br

Por ter uma pegada mais técnica, o evento foi mais didático e bem interessante para quem negocia as moedas digitais em corretoras, tanto brasileiras como estrangeiras. Ferracini abordou tópicos como médias móveis, força relativa e MACD, entre outros.

Para não deixar o conteúdo muito técnico e de difícil entendimento, não iremos entrar em detalhes nas análises feitas por Ferracini. No entanto, se você tem interesse em entender mais sobre essas ferramentas de análise técnica, visite o site da Toro Radar clicando nos links abaixo.

A FlowBTC aproveitou o evento para divulgar seu curso de Desenvolvimento em Blockchain, que será realizado entre os dias 4 e 11 de agosto de 2018, e o bônus de transferência de criptoativos para sua plataforma.

bônus da flowbtc
Fonte: Página da FlowBTC no Facebook

Além disso, a corretora também anunciou a inclusão do Ether em seu sistema e sua nova plataforma para negociação de moedas digitais. Ela que foi reestruturada para melhorar a experiência do usuário e com algumas novas funcionalidades, como por exemplo, o stop loss.

Ao final do evento, nosso CEO, Placido Netto, entrevistou Márcio Ferracini, e abordou alguns tópicos interessantes. Confira abaixo.

Placido Netto: Márcio você vem do mercado financeiro tradicional, na sua opinião qual é o nível de aplicabilidade da análise técnica no universo cripto?

Márcio Ferracini: Muito grande. A análise técnica estuda a mudança de comportamento entre compradores e vendedores. Na prática isso é oferta e demanda, e isso é refletido nos gráficos e também nas tendências de mercado. A análise técnica utiliza um conjunto de ferramentas para você tentar acompanhar o comportamento dessa tendência, e também oferece indicações do começo de uma tendência e do fim dessa tendência. Assim como níveis de objetivo de preços e níveis de risco.

O que a gente observava era que no início tínhamos pouca liquidez no mercado de criptoativos. A medida que a liquidez foi aumentando, não só em Bitcoin (BTC), mas também em todas as outras altcoins, o que a gente viu foi um aumento cada vez mais da dinâmica da análise técnica, da oferta e da demanda determinando o comportamento do preço, ao ponto em que você consegue enxergar níveis de resistência, em que a oferta é maior que a demanda, ou níveis de suporte onde a demanda é maior que a oferta. Você consegue ver essas coisas no gráfico de preços. Então a aplicabilidade da análise técnica é total e eu sou um entusiasta de carteirinha e relação a isso.

P: Tem muita gente que fala que como os investidores de criptoativos são na sua maioria geeks. Quando eles vão se aventurar em ser investidores eles leem todos os livros de análise técnica, então eles acabam fazendo aquela profecia que é auto realizável. Você vê essa relação ou isso é só uma anedota?

M: O que eu tenho visto bastante no universo de criptomoedas é que o pessoal é geek, mas é geek em relação a tecnologia. Então eles são apaixonados pelo potencial da blockchain do Bitcoin (BTC) em si e do Ethereum (ETH). Então eles leem bastante sobre a tecnologia o potencial sobre o fim do dinheiro fiduciário, sobre o fim dos bancos centrais, dos governos e dos impostos. Eles se deixam levar por essa empolgação, e eu acho que isso atrapalha o trading, esse excesso de opinião sobre a tecnologia. Eu como trader, como investidor eu tento focar no preço. No comportamento dos preços o que é o importante. Em relação a lerem bastante livros de análise técnica e isso transformar em  uma profecia auto realizável. A gente tem no mercado americano essa anedota, como vocês podem falar, já bastante tempo. A AT já surgiu a mais de 100 anos e continua aí até hoje. A única diferença que a gente viu é o aumento da tecnologia. Os robôs, identificam padrões que não estão aparentes nos preços e esses programas conseguem identificar com mais rapidez que o cérebro humano.

P: E você se considera mais como um trader, que só está no mercado pelo jogo, ou como um investidor que enxerga potencial no longo prazo?

M: Hoje em dia eu sou investidor. Já fui trader, essa mosquinha já me mordeu lá atrás, já fiz bastante, fazia como profissão quando morava nos EUA de 2008 até 2013 eu era trader em Chicago de opções. Fazia isso no curto prazo e o curioso é que eu não utiliza análise técnica. Os matemáticos de Chicago era outra coisa modelo Black-Scholes, são outros níveis de informação que entram na precificação do ativo. Mas em relação ao que eu faço hoje em dia é mais investimento. Eu trabalho, eu tenho uma outra profissão, eu não sou funcionário da FlowBTC, trabalho em uma firma de investimentos internacional. Eu tenho restrições de quando eu posso entrar e sair do mercado, então eu tive que adaptar minha forma de operar para olhar mais o médio e longo prazo.

P: Como investidor você poderia nos dizer qual é o seu portfólio?

M: Hoje apenas Bitcoin (BTC), eu to 1/3 comprado e 2/3 em caixa. Mas acredito muito em Ethereum (ETH) e Ethereum Classic (ETC). Os gráficos estão me mostrando que essas que estão performando melhor, as outras devem ser evitadas.

P: Que futuro e que proposta você reconhece para os criptoativos?

M: Eu procuro evitar essa pergunta porque eu enxergo criptoativos como ativos tradicionais. Talvez indo contra o que o Satoshi Nakamoto propos, como um novo meio de pagamento. Eu enxergo isso como um ativo que pode ser comprado ou vendido como uma ação da Petrobras, índice IBOVESPA, dólar, euro, para mim é um ativo, e nós como investidores, como traders, devemos surfar as ondas enquanto elas durarem. No momento não está muito favorável, as criptomoedas, mas nada garante que isso vai ser assim no futuro. E, com certeza se virar para cima, eu tenho as ferramentas, a análise técnica vai me deixar acompanhar essa tendência novamente.

P: Muitas pessoas dizem, como o Tom Lee, que o que vai impulsionar a nova valorização, um novo bull market vai ser a entrada do dinheiro institucional. Nós já vimos várias movimentações da NASDAQ, de várias empresas como a Fundstrat, empresas de investimento como a Goldman Sachs, também está se preparando para poder atender o dinheiro institucional que está chegando. Você acredita que esse dinheiro institucional vai chegar? E, se sim, no que que a gente deve ficar de olho para quando isso acontecer?

M: Acredito piamente, acho que o marco divisor de águas foi o lançamento do contrato futuro de Bitcoin (BTC) tanto da CBOE [Chicago Board of Options Exchangee] e CME [Chicago Mercantile Exchange]. Eu sou um Chicago boy, passei 7 anos da minha vida profissional lá em Chicago. Eu era trader de opções lá. Frequentava essas bolsas, operava os ativos dessas bolsas. Eu posso garantir que os investidores institucionais prestam bastante atenção nas coisas que são negociadas lá. Os indices futuros foram o primeiro passo, logo em seguida, ainda não foi anunciado isso, virão os contratos de opções baseados em Bitcoin (BTC). E, logo em seguida, quem garante que Ethereum (ETH) não vai estar na fila e outros criptoativos. Outro ponto é o ETF, que ainda não foi aprovado, por motivos regulatórios, mais cedo ou tarde vai acabar saindo também. O que temos hoje são os ETNs é uma coisa diferente. ETN e ETF são diferentes, ETN é uma promessa do patrocinador desse instrumento de oferecer a rentabilidade do Bitcoin (BTC).

Isso é apenas o começo, as coisas que eu falei hoje nesse Meetup, são ferramentas utilizados também pelos investidores institucionais para analisar outras classes de ativos como ações, em relação a capitalização de mercado, utilização de benchmarks em força relativa. Tudo isso já pode ser importado para o universo de criptoativos, tá certo que a gente tá engatinhando. Mas só o fato da gente ter liquidez suficiente para permitir esse tipo de análise que já é utilizado pelos investidores institucionais, eu acho que já é uma coisa bastante positiva.


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