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    Silenciosamente, Fidelity está Montando sua Própria Exchange de Criptomoedas


    Por Alexandre Dantas Lage • 7 de junho de 2018
    tempo de leitura do artigo: 2 minutos

    A gestora multi trilionária de ativos, Fidelity Investments, está montando sua exchange de criptomoedas, revelaram anúncios internos de vagas de emprego.

    De acordo com o Business Insider, a empresa com sede em Boston, Massachusetts, anunciou internamente a vaga para um engenheiro de sistemas DevOps “para ajudar a projetar, criar e implementar uma exchange de ativos digitais para uma nuvem pública e privada”.

    Citando fontes anônimas com conhecimento do assunto, a publicação informou ainda que a Fidelity, que atualmente administra US $2,4 trilhões em ativos, planeja a iniciativa há aproximadamente um ano.

    A empresa também está buscando pessoal para desenvolver “serviços de custódia first-in-class para Bitcoin e outras moedas digitais”. A última posição pertence à divisão Fidelity Digital Asset Service, que lida com os serviços limitados relacionados à criptomoeda.

    Atualmente, clientes selecionados podem vincular suas contas da Coinbase a seus portfólios Fidelity, permitindo que eles visualizem suas participações em criptomoedas na plataforma Fidelity juntamente com seus outros investimentos. Este novo serviço permitiria à Fidelity possuir moedas virtuais diretamente.


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    Não está claro se a exchange de criptomoedas seria disponibilizada na plataforma principal da Fidelity ou se existiria como uma entidade separada sob o guarda-chuva da empresa. Também não está claro quando ela será lançada.

    Sob a liderança da CEO, Abigail Johnson, a Fidelity foi uma das primeiras instituições a olhar seriamente para a nascente classe de ativos digitais.

    “Eu acredito”, disse ela em uma conferência do setor de criptomoedas em maio passado. “Sou uma das poucas pessoas que estão diante de você hoje, representando uma grande empresa de serviços financeiros, que não desistiu de moedas digitais”.

    Abigail Johnson, CEO da Fidelity

    Abigail Johnson, CEO da Fidelity

    A empresa fez investimentos de risco em várias empresas do setor e, segundo relatos, até montou uma pequena operação de mineração de criptomoeda que, segundo Johnson, “estava realmente ganhando muito dinheiro”, embora tenha sido estabelecida principalmente para fins educacionais.

    A ala de caridade da empresa também permite que os doadores façam contribuições em bitcoins, e o fundo arrecadou dezenas de milhões de dólares em criptomoedas ao longo dos anos – incluindo US $22 milhões somente em 2017.

    As corretoras de criptomoedas presenciaram crescentes valorizações nos últimos meses, e um número dessa indústria outrora opaca, abordou os reguladores sobre a aquisição de licenças que ajudariam a demonstrar sua legitimidade para grandes instituições.

    A Circle, que recentemente adquiriu a exchange de criptomoedas Poloniex, revelou que buscará o registro como corretora e sistema de negociação alternativo (ATS) com a Securities and Exchange Commission (SEC) e poderá, em última análise, buscar uma licença bancária. A Coinbase já discutiu planos semelhantes, embora não tenha confirmado publicamente.

    No entanto, se uma empresa tão grande e conhecida como a Fidelity lançasse uma exchange de moedas digitais, sem dúvida alguma, iria muito mais longe no sentido de consolidar a legitimidade dessa classe de ativos ao lado de outros instrumentos financeiros.


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