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    Segurança

    Malta faz parceria para gerenciar risco de crimes financeiros


    Por Alexandre Dantas Lage • 14 de março de 2019
    tempo de leitura do artigo: 2 minutos

    A parceria com a startup de segurança CipherTrace visa dar apoio técnico sobre o risco de crimes financeiros na indústria de cripto no país.

    A ilha é considerada o “Vale do Silício de Cripto” devido sua postura pró-cripto e esforços para regular a indústria no país. Aliás, grandes empresas do setor, como a Binance, decidiram se instalar no país.

    Já a CipherTrace, sediada nos EUA, foi fundada em 2015 no Vale do Silício após seus fundadores perderem bitcoins para o hack da Mt. Gox. Portanto, a startup foi criada visando desenvolver capacidades de rastreamento e e segurança de criptomoedas e blockchain.

    Combate aos crimes financeiros

    Como reportado pelo portal Times of Malta na última segunda (11), a Autoridade de Serviços Financeiros de Malta (MFSA) recorreu à ajuda da CipherTrace para auditar os serviços de cripto que operam dentro da jurisdição de Malta.

    De acordo com Joseph Cuschieri, CEO da MFSA:

    A CipherTrace irá nos fornecer poderosas ferramentas de supervisão para automatizar processos regulatórios e auditar o gerenciamento de risco de empresas de criptoativos licenciadas no país.

    Conforme relatado por Cuschieri, a MFSA está “fortemente ciente” dos riscos de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo associados à entidades que operam dentro da esfera de cripto.

    Atualmente, a Agência está passando por procedimentos para a aprovação de agentes de criptomoedas, conhecidos como agentes financeiros virtuais (VFA). Até o momento, pelo menos 29 deles já solicitaram as licenças.

    Após aprovação, os agentes deverão enviar formulários às empresas de cripto no país. Assim, eles terão subsídios para iniciar as auditorias e os esforços contra os crimes financeiros.

    Malta Financial Services Authority - MFSA

    Embora seja esperado que os agentes façam a devida diligência nos indivíduos e entidades por trás desses operadores, a MFSA ainda exigirá o rastreamento dos ativos digitais que fluem por deles. É exatamente neste ponto que a CipherTrace irá operar.

    De acordo com a CipherTrace, a integração com a MFSA irá fornecer classificações de risco de operadores do setor de cripto em Malta, visando “avaliar a confiabilidade e monitorar, de maneira contínua, se eles ainda se encontram em conformidade com a agência.”

    Parceria visa melhorar relacionamento entre bancos e empresas de cripto

    Conforme reportado pelo Times of Malta, outro problema que a parceria visa solucionar é o relacionamento entre bancos tradicionais e as empresas de cripto.

    Assim como em outros lugares do mundo, bancos se recusam a oferecer serviços para as empresas por as considerarem de alto risco. No entanto, o motivo real para esse comportamento pode ser a falta de entendimento sobre a indústria.

    De acordo com o CEO da CipherTrace:

    Muitas vezes, os bancos recusam clientes valiosos do setor, simplesmente por não saber em qual empresa eles devem confiar. Através das ferramentas da CipherTrace, instituições poderão decidir em quem confiar.


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